Liberdade de opinião, de expressão, não significa que você precise ter opinião sobre tudo, e se tiver, não significa que você deva expressá-la sempre!
Há opiniões que devem ser norteadas pelo bom senso e polidez, assim também pelo tom da sabedoria e maturidade.
Há uma série de episódios no dia a dia e nas redes sociais, que por vezes, nos deixam indignados, ressabiados, estupefatos e perplexos para dizer, o mínimo. Muitas vezes, nossas opiniões ácidas e amarguradas, sim, todos nós tempos opiniões que, às vezes, beiram ao nefasto, mas precisamos saber qual o momento de falar e de calar. Ainda que seja no próprio perfil, na sua rede social.
Nem tudo, sobre tudo, sobre todos, devemos comentar. Podemos? Sim, podemos mas devemos? Nem sempre! Essa é a a linha tênue e fronteiriça que separa tolos, de sábios e quem tem maturidade com imaturos. Querendo “lacrar” um acontecimento de grande impacto e repercussão, principalmente quando temos visões distintas da maioria, pode ser um tiro no próprio pé. Cabendo perfeitamente aqui, a máxima: quando Pedro fala de Paulo, sabemos muito mais de Pedro que de Paulo. E que atire a primeira pedra, quem não tenha pecado, não tenha errado ou ainda, que não tenha telhado de vidro. Pode ser que ninguém saiba mas você sabe o que fez e onde esteve no verão passado. Será mesmo que os meus, os seus, os nossos pecados, erros, pensamentos que sejam, são mesmo mais puros ou impuros que do outro? Ou quem, o que fizemos no verão passado, só foi parar nas redes sociais ou telas de TVs?
Por fim, vale muito refletir que normalmente quem tece críticas contundentes e apontam os dedos em riste aos pecados alheios, só “acham” que são melhores, que erraram menos ou não erraram, que pecaram menos ou não pegaram, por um motivo muito simples e óbvio: são arquitetos de obras feitas! E arquitetos de obras feitas, não fizeram nada mas quando pronto, sabia de tudo, tinha todas as soluções, jamais teriam errado e seu projeto seria perfeito, sem erros, sem falhas, sem ajustes, sem vacilos, sem resserviços. Pois é, mas você não foi chamado para fazer, não foi confiado à você, o privilégio de fazer, produzir, liderar, e sim, só esses erram, pecam e são expostos. Pela simples razão, que eles foram os escolhidos a FAZER!
Se lhe fosse dado a oportunidade e por vezes, privilégio de estar em lugares que você nunca ocupou, talvez, você com boa sorte, errasse na mesma medida que aquele que você hoje aponta o dedo e desnuda suas fraquezas, mazelas e até fracassos. E com um pouco menos de boa sorte, poderia ter sua performance muito aquém de quem você aponta o dedo em riste.
Vemos tantos “Pedros falando de Paulos” que lamentamos a oportunidade desperdiçada de ter se mantido calado.
Gislene Teixeira

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