
Quando vai chegando o final do ano, os últimos dias do ano, automaticamente, intuitivamente, e até inconscientemente, a gente vai fechando ciclos. Sejam eles profissionais, pessoais, acadêmicos, conjugais, relacionais e tantos outros.
Às vezes é preciso parar, olhar para trás para dar um passo para frente. Revisitar as memórias não nos deixa lá, apenas trazem combustível para avançarmos nas alamedas da vida…
É inevitável que surjam em nossa mente, uma avalanche de reflexões e somos tomados pela “síndrome do “E se”…”.
E se eu tivesse feito?
E se tu tivesse dito?
E se eu não tivesse feito?
E se eu não tivesse dito?
E se eu tivesse me dedicado mais?
E se eu não tivesse me envolvido?
E se eu tivesse prevenido?
E se eu tivesse tomado essa ou aquela decisão?
E se eu tivesse aceitado?
E se eu tivesse trabalhado mais?
E se eu tivesse trabalhando menos e vivido mais?
E se eu tivesse dado uma chance?
E se eu não tivesse dado mais uma chance?
E se eu tivesse ido?
E se eu tivesse tentado de novo?
E se eu tivesse dado o primeiro passo?
Pois é, “E se…”?
Nunca saberemos como realmente teria sido “SE” tivéssemos feito isso ou aquilo, assim ou assado.
A única certeza que temos é daquilo que fizemos ou deixamos de fazer, e com elas os resultados que tivemos.
Não se julgue, não se cobre, não se puna, não se culpe, afinal, você fez o que podia fazer, o que sabia fazer, o que queria fazer, o que dava para fazer…
O que está feito, não tem como “voltar atrás”. Até dá para pegar o fato do passado e fazer algo com ele daqui para frente, mas o que foi feito e vivido, não tem como mudar, não tem como apagar, não tem como desfazer. Sejam investimentos em finanças, lazeres, amores, cobertores…
Se é algo que realmente é importante mas você não deu o melhor de si, não se doou o bastante, não investiu tudo o que pode ou deveria, não tem como mudar os resultados que teve mas tem como voltar a investir, agora não mais partindo do zero, não mais sem saber por onde começar ou onde está pisando.
Agora com um pouco mais de conhecimento, experiência, maturidade e até sabedoria fruto dessas tentativas, erros e resultados. Se é importante, invista de onde parou, corrija erros e rotas.
Mergulhada em reflexões, encerramentos, recomeços e novos começos, chego a um ponto crucial, e quero compartilhar com vocês. Ouso compartilhar minhas reflexões como um único conselho: seletividade! Seja seletivo com convites, amizades, leituras, lugares e amores.
E assim, mergulhada em reflexões, te desejo Boas Festas, um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo.

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