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Quarta-feira, 28 de Outubro de 2026
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Ciência e Tecnlogia

Novo crocodilo pré-histórico é descoberto no interior de São Paulo

Espécie de crocodilo Ibirasuchus gelcae viveu há 85 milhões de anos e dividia território com os dinossauros

Sérgio Mendes
Por Sérgio Mendes
Novo crocodilo pré-histórico é descoberto no interior de São Paulo
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Um estudo paleontológico recente revelou a existência de um crocodilo predador que viveu há cerca de 85 milhões de anos, no interior de São Paulo, em plena Era dos Dinossauros. O réptil, que chegava a medir quatro metros, disputava presas com dinossauros carnívoros e acaba de ser descrito como uma nova espécie.

Batizado de Ibirasuchus gelcae, o animal pertence ao grupo dos Itassuquídeos e recebeu esse nome em homenagem ao município de Ibirá, onde foi encontrado, e à bióloga Angélica Fernandes dos Santos, a “Gelca”, que descobriu o fóssil em 2008.

O reconhecimento científico só veio em 2025, após revisão de centenas de materiais coletados na região de São José do Rio Preto, especialmente em Cedral, Ibirá e Monte Aprazível. Os resultados foram publicados na revista Journal of the South American Earth Sciences.

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Sobre o crocodilo

Segundo o paleontólogo Fabiano Iori, que lidera a pesquisa, quando grupos distintos de crocodilos coexistiam na região durante o período Cretáceo.

Nas terras mais altas viviam os esfagesaurídeos, que eram predados pelos baurussuchídeos, grandes crocodilos terrestres. Perto dos rios dominavam os Itassuquídeos, semelhantes às formas atuais, entre eles o Ibirasuchus. Nesse cenário, tínhamos também os dinossauros carnívoros como predadores de topo, além dos gigantes titanossauros, que quase não tinham inimigos na fase adulta”, 

Para chegar a essas conclusões, os cientistas analisaram centenas de dentes isolados de crocodilos e dinossauros, observando os locais em que foram encontrados. Os dados sugerem que crocodilos e dinossauros disputavam espaço e recursos, sendo os principais predadores nos rios, margens e áreas próximas.

Ainda não é possível afirmar com precisão os hábitos do Ibirasuchus gelcae, mas, pelo formato do crânio, acredita-se que emboscava suas presas e tinha dieta variada, incluindo peixes, tartarugas e pequenos animais. “É uma linhagem que acabou se extinguindo, mas que ajuda a reconstruir a diversidade e as interações ecológicas da fauna que viveu aqui milhões de anos atrás”, completa Iori.

FONTE/CRÉDITOS: https://aventurasnahistoria.com.br/
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Sérgio Mendes

Sérgio Mendes, brasileiro, 62 anos, Jornalista (MTB 64.505/SP), Terapêuta Fitoterápico e ambientalista há 47 anos.

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