Estou aqui pensando, o mundo está mudando, as pessoas estão mudando, tudo está mudando, quer dizer, quase tudo. Entretanto, há pessoas que não mudam, coisas que não mudam, ou não mudam muito. Então, é sempre bom, entender direitinho com quem está se relacionamento, ou melhor, tentando se relacionar. Há quem seja muito “moderno” e outros, nem tanto. Todos devem ser respeitados diante de suas escolhas de vida, sim, todos.
Há quem não se importe em viver relacionamentos com “Enzos e Jurandis”, nem se importa em relacionamentos alicerçados em “nutelices”. Já outros, buscam relacionamento “raiz”, não com “Enzos” mas que sejam homens, “homens”, protetor, que não tenha medinho de ter que resolver problemas, inteligente e sim, claro, com testosterona muito bem dosado…
Vejo, acompanho, atendo uma infinidade de mulheres reclamando de “Enzos” e “nutelices”, mas enquanto continuarem aceitando homens na função de meninos, garoteando, não há que reclamar das escolhas que fazem e daquilo que aceita. Você não usa um sapato que lhe causa bolhas, apenas porque é bonito ou para ter um sapato “para chamar de seu”, então, por que ter um “homem” apenas para “chamar de seu”, para continuar com um estado civil que a sociedade aprova e dá mais “credibilidade”, apenas para ter uma aliança no dedo e um pedaço de papel para “provar” que foi “escolhida”…
Ah sim, claro, por óbvio, escrevi o texto com foco no masculino mas é genuinamente real e válida a versão feminina.
Não culpe “Enzos e Valentinas” por suas nutelices quando você não faz boas escolhas e não se responsabiliza por elas. E sim, claro, ninguém é perfeito, e somos sucetíveis aos erros, entretanto, uma vez, identificado, cabe tomar atitude ou aceitar o que ruim está e o que de pior está porvir.
Reflita, antes de ser sobre o outro, é sobre você! Por vezes, você pensa que jamais vai encontrar alguém melhor, ainda que, esteja em um relacionamento com alguém que não esteja lhe contemplando a contento. Há ainda quem se revista da máxima: “ruim com ele, pior sem ele”, ledo engano, isso é meramente uma crença enfraquecida, rasa e de baixo valor, em aplicações reais.
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