De Fato News

Terça-feira, 28 de Julho de 2026
ANUNCIE SUA EMPRESA AQUI!
ANUNCIE SUA EMPRESA AQUI!

Advocacia

Perdão não é impunidade: o papel da justiça mesmo quando há arrependimento

Dr. Roberto Parentoni

Dr. Roberto Parentoni
Por Dr. Roberto Parentoni
Perdão não é impunidade: o papel da justiça mesmo quando há arrependimento
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Falar sobre perdão em tempos de polarização e sede por punição pode parecer provocação. Mas é justamente nesses momentos que precisamos lembrar: o perdão é um valor essencial da fé cristã — e ele não se opõe à justiça. Pelo contrário: ele a fortalece quando bem compreendido.

Confundir perdão com impunidade é um erro que pode custar caro. Para a vítima, que precisa ser reconhecida. Para o acusado, que precisa responder com responsabilidade. E para a sociedade, que precisa confiar que o sistema funciona com equilíbrio — e não por vingança.

Perdoar não significa esquecer o que aconteceu
No Evangelho, o perdão nunca foi sinônimo de “fingir que nada aconteceu”. Jesus perdoava, sim, mas também pedia mudança, conversão, reparação. O perdão cristão é, antes de tudo, um convite à transformação — não uma licença para repetir erros.

Publicidade

Leia Também:

Da mesma forma, o Direito Penal não deve ser movido por ódio, mas por responsabilidade. Quando alguém comete um crime, deve responder por ele. E se houver arrependimento sincero, isso deve ser levado em conta — sem jamais anular o processo legal.

Justiça não é vingança — é reparação com dignidade
O papel da justiça criminal não é destruir vidas, mas restaurar a ordem. Sim, há consequências para atos ilícitos, mas elas devem vir com proporcionalidade, humanidade e legalidade.

Na prática, isso significa que o sistema deve ser capaz de diferenciar quem age com dolo, quem se arrepende, quem busca reparar. E mais: deve dar espaço para que a dignidade humana seja preservada, mesmo no erro.

O desafio da opinião pública e o papel da escuta
Nem sempre a sociedade está pronta para aceitar que alguém possa mudar. Em muitos casos, o clamor público exige penas máximas, sem escutar contexto, história, ou sinal de arrependimento. Mas a Justiça precisa ser maior que o grito. Precisa ser racional, técnica e humana.

Aqui, o trabalho do advogado é fundamental: mostrar os fatos com clareza, apontar os direitos e garantir que nem mesmo um réu arrependido seja tratado como descartável.

Perdão e justiça podem caminhar juntos
Uma justiça justa sabe acolher o perdão — não como desculpa, mas como parte do processo. Reconhecer o erro, pedir perdão e pagar o preço são atos de coragem. E o Direito, quando bem aplicado, deve dar espaço para que essa coragem tenha consequências construtivas, e não apenas destrutivas.

Cristo não relativizou o erro — mas também não o usou como sentença eterna. Esse é o desafio: julgar com firmeza, sim, mas também com olhos que enxergam o ser humano por trás da falha.

Fraterno abraço,
Roberto Parentoni
Advogado criminalista

FONTE/CRÉDITOS: De Fato News
Comentários:
Dr. Roberto Parentoni

Publicado por:

Dr. Roberto Parentoni

Dr. Roberto Parentoni é advogado criminalista desde 1991 e fundador do escritório Parentoni Advogados. Pós-graduado pela Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie, é especialista em Direito Criminal e Processual Penal

Saiba Mais

/Dê sua opinião

Qual o seu nível de satisfação em relação ao serviço público prestado?

ECO EXÉRCITO

Nossas notícias no celular

Receba as notícias do De Fato News no seu app favorito de mensagens.

Telegram
Whatsapp
Entrar
ANUNCIE AQUI!
ANUNCIE AQUI!
ECO EXÉRCITO
ECO EXÉRCITO
ECO EXÉRCITO
ECO EXÉRCITO