Máscaras são boas ou ruins? Do bem ou do mal? Lúdicas ou assustadoras? Divertidas ou aterrorizantes? Acessório ou principal?
Máscaras!!!
Desde sempre elas existem. Quando criança, ainda bebês, os adultos brincam de esconder o rosto, cobrindo-os com as palmas das mãos. Conforme vamos crescendo, as “brincadeiras” de usar máscaras são intensificadas.
Máscaras de super-heróis, máscaras no colégio, nas festas infantis, nas brincadeiras. Máscaras nos carnavais, chegam os bailes de máscaras e assim seguimos a vida inteira, usando máscaras.
De tão acostumados a usarmos máscaras, acabamos por termos uma coleção delas. Agora sim, as chamadas “máscaras sociais”. Temos uma para cada ocasião, sim há uma máscara adequada para cada situação. Para a boa moça/rapaz no almoço de domingo com a família tradicional, cheia de regras e normas. E que sim, você não é tudo aquilo, mas escolhe no armário a máscara para o momento “almoço em família”.
Há a máscara do ambiente de trabalho, com aquelas pessoas que sim, você tem que fazer média, e manter o bom e ético comportamento padrão. Ainda que nem sempre ou quase nunca concorde com os termos daquela reunião enfadonha, mas você não tem poder de decisão algum, não tem ao menos, “um lugar de fala” para se posicionar. Você é mero “executor” das decisões alheias.
E sim, é dali que você leva o pão para a mesa da sua casa.
Portanto, escolha a máscara para o momento e apenas continue fazendo o que deve ser feito.
Há a máscara a ser tirada do armário para o churrasco na casa da sogra, com os cunhados que, às vezes, apenas são “tolerados” por você ou você por eles, mas pelo bem de todos e manutenção da paz, use sua máscara e siga o lema do “A.A”: “Apenas por hoje”.
Há as máscaras sociais, aquelas que são necessárias para uso diário, no contato coletivo. Aquelas usadas no transporte público, nos aeroportos, nos voos, na fila do supermercado, no trânsito, na fila dupla em frente ao colégio, no condomínio com aquele vizinho com comportamento inadequado, que pensa morar em casa ou na área rural.
Nossa! São tantas máscaras não é mesmo? Claro, além de todas já mencionadas, há muitas outras não mencionadas ainda mas há uma muitíssimo importante, são as máscaras usadas nos relacionamentos afetivos, conjugais.
Essas são uma “coleção” a parte. Um misto de máscara conjugal com máscara social, máscara paterna, materna, com máscara para momentos íntimos. Máscara erótica, sexy, sensual. Máscara para carência, para dependência emocional e até financeiro.
Sim, complexo, muito complexo! Um olhar mais minucioso para as máscaras conjugais. Ás vezes, as trocas precisam ser feitas de maneira tão rápida, que até pode haver uma confusão na hora de saber qual é a ideal para o momento.
Máscaras são usadas com frequência, na sociedade como um todo, como já mencionado. A questão maior, se dá quando realmente você precisa, usar máscaras para agradar ao outro, para manter algo ou alguém importante ou se manter ali.
Pensa que isso é ruim? Sim, é, mas pode piorar e muito ainda. Quando você de tanto usar as máscaras já não reconhece mais seu “rosto” sem elas. Quando você já não sabe mais quem você é. O que você quer. O que é mais importante para você ou não. Quando você já se tornou as máscaras que usa. Quando elas já se incorporaram à você.
De tanto usar máscaras, se diminuindo para ser aceita, para caber nos lugares, situações e na vida de alguém. Você não sabe mais quem é você sem as máscaras de cada dia. Pior ainda, é quando você sabe que se você retirar a máscara, seu mundo “perfeito”, ideal, “cor-de-rosa” ou nem é tudo isso, mas apenas o que dá para ser. Ser aceito, levar a vida de maneira relativamente boa e saudável.
Bem, pelo menos é assim, que a maioria das pessoas entende que seja “bom” e que esteja “funcionando”. Infelizmente, serei portadora de más notícias. Não, isso não é bom, não é saudável e também não está funcionando. Se está levando por essa linha de raciocínio, melhor repensar e trocas as máscaras.
Por um instante, retire TODAS as máscaras, TODAS. E vá para a frente do espelho. Você com você , sozinho, sem máscara, de cara lavada, sem “maquiagem”, sem filtro. Olhe bem para você, olhe nos seus olhos e se enxergue. Se é que você vai conseguir se reconhecer no espelho.
Quando você tirar TODOS os “filtros”, todas as máscaras, todas as camadas com as quais se apresenta, se mostra aos outros. Quem é você?
Quem é você sem “máscara” para caber no mundo do outro? Quem é você que sem “máscara” para ser “aceita” pelo outro, pela família do outro, pelos amigos do outro?
Quem é você sem “máscaras”? Sim, por óbvio, que ninguém nunca será livre das máscaras, mas que sejam apenas as “máscaras sociais”, aquelas norteadas pela diplomacia e urbanidade, mas que nos relacionamentos pessoais, familiares e mais íntimos, que você não tenha sua essência engolida pelas “‘máscaras”, que você sobrepõem uma sobre a outra, dia após dia.
Por acreditar que precisa das máscaras para ser aceito, validado, inserido, escolhido, querido, desejado, respeitado, admirado pelo outro. Não, se precisar de máscaras para ser aceito, é porque o outro, só está mesmo enxergando suas máscaras e não quem você realmente é.
Qual é o seu medo? Você tem medo de quê? De quando você se mostrar de “cara limpa” e mostrar realmente quem você é, então, você não ser aceito? Talvez você acredite que não é bom o suficiente, não é bonita o bastante, não é inteligente o bastante, não tem nada a oferecer, não é capaz. Talvez você acredite que não é NADA! Que não tenha NADA que faça alguém se aproximar, gostar, admirar, respeitar você, APENAS por quem você é?
O ápice, é quando você não consegue se enxergar e reconhecer quem é você sem as máscaras. Quando você já usa as máscaras para se esconder de si mesma.
Se algo do que eu disse aqui, fez algum sentido para você, então, eu sugiro que você pare, reflita e se preciso busque ajuda de um profissional. Sim, quero muito que você retire essas máscaras que lhe “engoliram” mas talvez você não consiga sozinha. Sabe por que? Porque hoje, essas máscaras são seus “alicerces”, você se esconde atrás delas, você é vista através delas, elas são seus escudos. E talvez, na verdade, provavelmente, se você retirá-las sozinha, pode ser que desmorone e se desfacele.
Máscaras são colocadas aos poucos, e igualmente, devem ser retiradas. Que você seja capaz de se reconhecer, se aceitar e se amar, sem precisar usar máscaras para existir!!!

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