
Ninguém nasceu em um relacionamento romântico ou conjugal. Nós escolhemos, decidimos entrar nele, nos vincularmos às pessoas. Sim, claro, nos envolvemos, nos apaixonamos, criamos vínculos e conexões, amamos e ainda acreditamos que será para sempre.
Por mais que a gente entenda que entre paixão e amor, desejo de que seja como nos contos de fadas, que seja para sempre. Ainda que a gente entenda racionalmente que existe separação, divórcio e que muitas vezes, pode levar a um rompimento, desconexão, separação e divórcio.
Ainda assim, ninguém entra em
um relacionamento pensando no fim, mas sim, pensando que existe ainda que seja uma realidade, a possibilidade de rompimento é remota.
Diante dessa realidade, escolhemos viver o que vivemos. Ninguém escolhe o que é pior para si. Toda escolha, pressupõe que seja o que de melhor possa escolher viver. Sim, esse é o mundo ideal, e sim, há escolhas equivocadas. Nem sempre há critérios de escolha do que é bom ou ruim. Acreditando então, que toda escolha, ainda que ruim, seja boa.
Relacionamento é coisa de gente grande, requer maturidade autonomia e independência emocional. Precisa ainda ter um sólido repertório de bons exemplos e de preferência experiência sobre o que é bom como referência de vida a dois.
A conjugalidade é construída pautada em somar, jamais em diminuir. Quando o brilho começa a ficar opaco e sorriso esporádico, é o momento de refletir sobre as escolhas que está fazendo.
Escolhas estas que lhe aprisionam ou lhe imprimem liberdade. Liberdade de ser quem você é, sem se anular, sem se diminuir, sem se apagar para ou por causa do outro. Se não for para lhe fazer mais feliz, reavalie o que lhe faz criar o próprio cativeiro e querer fazer dele sua morada.
Por mais difícil que possa parecer sempre há uma forma de sair de onde não lhe cabe mais. Não é porque entrou que tem que ficar. Quando o relacionamento lhe adoece, lhe entristece, lhe apaga, é porque já passou da hora de buscar vida, brilho e motivos para sorrir e ser feliz longe do que lhe tira a alegria dia-a-dia.
Longe de ser apologia aos fins mas sim de encontrar meios de reencontrar a pessoa feliz que você era no começo.
Seja você homem ou mulher, não importa seu gênero, sua cor, sua religião, seu grau de instrução, sua condição financeira, o que importa é que você jamais permita ser apagada e tornar-se um nada para alguém que você acreditava e esperava que fosse tudo para você.
A vida passa rápido demais para viver relacionamentos ruins, sem atenção, sem desejo, sem amor, sem respeito, sem admiração. Encontre motivos para acordar todos os dias e ser feliz, ainda que a vida não seja perfeita. Porque realmente não é, mas com bons repertórios e boas escolhas, é possível viver bem e feliz.
Você não tem obrigação de nada, sua única obrigação é viver de maneira digna e com respeito, isso é o mínimo. Quando não há respeito, não há porquê ficar onde está.
Ah e nem venha querendo encontrar culpados por suas escolhas ruins. Assuma a responsabilidade por aquilo que você não tomou as rédeas da sua vida.
E então, já se olhou no espelho hoje? Já sabe por onde vai organizar a bagunça que você permitiu que sua vida se tornasse? Vai aceitar e permitir que lhe roubem os dias agradáveis, felizes, úteis até quando?
Acorda! Não há culpados pelo caos que está sua vida, mas sim responsáveis por ter deixado com que chegasse a esse ponto. E sim, você é responsável por suas escolhas e pelas não escolhas também. Quando você não decide o que fazer da vida, já é uma decisão!
Por onde você vai começar a arrumar sua vida? Ou será que vai escolher o cativeiro, quando pode escolher a liberdade?

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