A chuva de ontem, sexta-feira, fez estragos em várias regiões da cidade de São Paulo. A região mais afetada pelas chuvas foi a região norte.
As véspera de seu aniversário de 471 anos, a cidade de São Paulo recebeu um presente da Natureza, um alerta para que os políticos e os paulistanos e migrantes brasileiros atentem mais para os cuidados necessários para com a cidade e a si mesmos.
São Paulo cresceu de uma forma acelerada, sem planejamento e, consequentemente, sem a infra-estrutura necessária para uma metrópole que por seu histórico econômico se tornou a principal cidade do país e na América Latina. Isso todo mundo sabe. A questão é: "Porque ano após ano os fatos se repetem?"
Não adianta alardear dizendo que são ações das mudanças climáticas. Há décadas, muito antes da retórica da mudança climática se tornar notória na mídia, já ocorria o que ocorreu no dia de ontem.
Literalmente a cidade de São Paulo se tornou uma selva de pedra. Há concreto e asfalto para todos os lados por isso a absorção da água pela terra é inexistente. Para ajudar o povo colabora construindo vilas à beira de rios e córregos, lançando todo tipo de resíduos sólidos dentro dos mesmos, desde lixo orgânico, móveis e automóveis.
Então o que fazer diante do caso de alagamento da Estação Jardim São Paulo-Ayrton Senna da Linha Azul do Metrô em que as escadas pareciam cachoeiras devido ao volume de água que escorriam para a plataforma e linha férrea? E os automóveis que boiavam e escorriam pelas ruas e avenidas e o teto do Shopping Center Norte caindo, não suportando o peso da água? O que fazer?
Esperar a próxima chuva para saber onde será o próximo capítulo dessa novela que, possivelmente, terminará em março com o fim do verão.
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