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Segunda-feira, 21 de Setembro de 2026
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Reajuste do Bolsa Família terá impacto de R$ 5,8 bi em 2026

Governo anunciou que o valor médio do benefício será reajustado de R$ 675 para R$ 777

Domingos Poeta
Por Domingos Poeta
Reajuste do Bolsa Família terá impacto de R$ 5,8 bi em 2026
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O reajuste do programa Bolsa Família custará R$ 5,8 bilhões aos cofres públicos em 2026, informou o governo federal nesta quinta-feira (17). Para o ano que vem, a equipe econômica estima um custo adicional de R$ 22,7 bilhões.

O piso do benefício sai de R$ 600 para R$ 691, enquanto o valor médio do benefício subirá de R$ 675 para R$ 777. O reajuste começa a ser pago a partir de outubro.

Veja os novos valores do Bolsa Família a partir de outubro:

Leia Também:

  • Benefício de Renda de Cidadania de R$ 164 por integrante;
  • Benefício Complementar de até R$ 691 para famílias cuja renda total não atinja esse patamar;
  • Benefício Primeira Infância de R$ 173 por criança com até sete anos incompletos;
  • Benefício Variável Familiar de R$ 58 por integrante que se enquadre nas situações especificadas no regulamento.

O ministro Bruno Moretti (Planejamento e Orçamento) declarou que há espaço fiscal disponível em 2026 e 2027 para implementar o reajuste. De acordo com o chefe da pasta, a mudança não resultará em bloqueio adicional nas despesas do governo no próximo Relatório de Avaliação ⁠de Receitas ​e Despesas Primárias, previsto para semana que vem. Atualmente, há R$ 17,9 bilhões bloqueados.

"Do ponto de vista fiscal, é importante que lembre que isso está sendo feito absolutamente dentro das nossas regras", disse.

Segundo ele, o reajuste foi possível após uma análise da equipe econômica verificar sobra de recursos no Orçamento de 2026 com o fim da fila do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Já em relação ao custo do reajuste em 2027, o chefe da pasta afirmou que a proposta orçamentária enviada ao Congresso será ajustada para contemplar a mudança.

O ministro afirmou que os recursos adicionais para assegurar o pagamento dos novos valores serão realocados de outras despesas em que se verificou "sobras". De acordo com Moretti, o remanejamento virá principalmente da previdência social.

"O impacto para esse ano, a partir da folha de outubro, é de R$ 5,8 bilhões. Para ano que vem, é em torno de R$ 22 bilhões. Nós vamos ajustar a peça orçamentária de 2027 para que dentro do impacto fiscal que nós temos, a gente acomode o reajuste do Bolsa Família", disse o ministro Bruno Moretti.

A equipe econômica também espera um custo adicional de R$ 22,7 bilhões nas contas públicas em 2028 com o novo valor dos benefícios.

O anúncio acontece a poucos dias das eleições presidenciais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem aparecido numericamente atrás do candidato Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas de intenções de voto em simulações de segundo turno.

FONTE/CRÉDITOS: https://www.cnnbrasil.com.br/economia
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