De Fato News

Quarta-feira, 28 de Outubro de 2026
ANUNCIE SUA EMPRESA AQUI!
ANUNCIE SUA EMPRESA AQUI!

Corinthians

A história de uma paixão

Capítulo 1

Gilberto Serrano
Por Gilberto Serrano
A história de uma paixão
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

A ORIGEM HUMILDE

Os relatos da exibição do Corinthians londrino contra o Atlética das Palmeiras em 31 de agosto chegaram aos ouvidos de um grupo de jovens operários que sonhavam em fundar um novo time no Bom Retiro (então um bairro com muitos imigrantes europeus), empolgados e discutindo sobre os lances da vitória do time inglês. Depois daquela atuação do "Corinthians team", não se falava de outra coisa no bairro. Na barbearia de Salvador Bataglia, a descrição dos lances era feita pelo português Antônio Pereira. Junto dele estavam Alexandre Magnani, Miguel Bataglia e o próprio proprietário do estabelecimento, que haviam visto o duelo no Velódromo, enquanto ouviam impressionados Joaquim Ambrósio, Carlos da Silva, Rafael Perrone e Anselmo Correia.

Quando a conversa continuou fora da barbearia, até que Joaquim Ambrósio, Antônio Pereira, Rafael Perrone, Anselmo Correia e Carlos Silva pararam em frente a um terreno baldio da Rua Tietê (atual Rua José Paulino). Toda vez que passavam por ali, Ambrósio insistia na ideia: A gente tem que resolver logo a fundação desse time. Estamos perdendo tempo e bem podemos conseguir esse terreno ali para fazermos nosso campo. A gente procura os donos, fala com eles e tudo fica certo. Assim, finalmente eles decidiram fundar um clube. Rafael Perrone levantou a hipótese que a chuva poderia atrapalhar a reunião do dia seguinte, já que ela seria realizada em plena via pública, em frente ao terreno, e não havia telhado para cobrir os entusiastas.

Antes da reunião na noite do dia 1º de setembro, aqueles jovens operários foram assistir a uma sessão com um compacto da partida do Corinthian, exibido com exclusividade no Teatro Radium. Depois, por volta das 20h30 daquela data, reuniram-se num salão de barbeiro da Rua dos Italianos, esquina com a rua Júlio Conceição, de propriedade de Salvador Bataglia, os cinco rapazes se reuniram juntamente com outros moradores do bairro, entre eles o inglês George Campbell, para lavrar a primeira ata de fundação do novo clube. Caminharam 800m até a esquina da Rua Cônego Martins com a Rua José Paulino, e debaixo de um lampião de gás a fundação foi oficializada. Também foi eleita a primeira diretoria, cujo primeiro presidente eleito foi o italiano Miguel Bataglia, além dos vices-presidentes Salvador Lapomo e Alexandre Magnani, do secretário Antônio Alves Nunes, do tesoureiro João da Silva e do procurador-geral Carlos da Silva. Como Bataglia havia aceitado a presidência do clube apenas provisoriamente, Magnani assumiu o cargo a partir de 15 de setembro, mantendo-se no posto até setembro de 1914.

Em uma nova reunião, marcada quatro dias depois na casa do presidente, às 20h, foi decidido o nome do novo time. Com a sessão aberta para os debates, Joaquim Ambrósio foi o primeiro a falar e sugeriu a denominação de Corinthians em homenagem à equipe inglesa que realizaram pequenas exibições há alguns dias, uma ideia com a qual todos concordaram e ficaram de pé, em sinal de aprovação. Com a voz emocionada ao declarar aprovado o nome do clube, Miguel Bataglia levantou-se e declarou: "Está adotado o nome de Sport Club Corinthians Paulista para o nosso grêmio".

Continua na próxima semana...

FONTE/CRÉDITOS: Wikipédia
ECO EXÉRCITO
ECO EXÉRCITO
ECO EXÉRCITO
ECO EXÉRCITO